Se ninguém formar líderes, como garantir o futuro da empresa, ou do País?

Quando uma organização não tem um plano para formação continuada de líderes está fadada ao fracasso. Independentemente de seu porte, as empresas sofrem quando perdem gestores e não dispõem de novos para colocar no lugar. Sem uma cabeça com a mesma capacidade da anterior, decisões erradas são tomadas e, nos piores casos, acarretam o declínio e a morte da companhia.

A causa disso é a empresa ter líderes com foco excessivo nas operações de curto e médio prazo. Concomitantemente também ocorre, com frequência, de seus diretores se preocuparem em se perpetuarem no cargo e se defenderem de possíveis ameaças.

Embora o contrato social da maioria das empresas conte com uma cláusula segundo a qual “a sociedade tem prazo de duração indeterminado”, seus administradores têm prazo determinado. Portanto, se novos líderes não forem formados, essa cláusula não será cumprida.

Infelizmente, para algumas empresas, não há solução, pois a mentalidade e, por vezes, o ego do principal gestor não o habilita a perceber e agir diante de sua mortalidade.

Para as demais a solução passa necessariamente por seus principais dirigentes refletirem com profundidade a respeito de qual é o verdadeiro propósito maior da companhia. Quer você seja uma grande corporação ou uma empresa pequena, todas precisam ter clareza de propósito. Como minha origem foi na área de tecnologia da informação, acompanho há década o propósito da Microsoft: “Colocar um computador em cada mesa e em cada casa”. Bill Gates diz isso porque, segundo ele, uma pessoa com um computador na frente tem mais oportunidades.

Já o propósito da minha empresa – que é “um pouco menor” do que a Microsoft – é: “transformar pessoas em líderes e fazê-las se interessar em ocupar posições cada vez mais relevantes nas empresas e no mundo”. Isso é importante porque, como o agudo momento atual revela, líderes que deveriam ser responsáveis pela solução de problemas foram descobertos como sendo as verdadeiras causas deles. Diga-se de passagem, criminosos. Portanto, preparar líderes deveria ser um propósito permanente na agenda até mesmo do País.

A partir desse propósito os principais gestores da empresa devem pensar a estratégia de longo prazo e definir como os próximos líderes devem ser preparados. O que do conhecimento e da tradição da empresa deve ser preservado no longo prazo? Que conhecimento deve acrescentado? Quais os riscos e as oportunidades que existirão e que capacidade o futuro líder deverá ter para desvendá-los, planejar e agir?

A partir daí criar as condições para a formação, o treinamento e o aprimoramento contínuo de líderes: livros, cursos, palestras, workshops, mentoria, coaching, entre outros. O importante é que os diretores da empresa pensem no futuro dela de maneira consistente e perene.

Afinal, como exemplo, se questionarmos sobre quais ideias e quem formou as lideranças políticas e empresariais que arruinaram o Brasil e com qual propósito, veremos que houve, sim, um plano, e ele foi precisamente implementado. Entretanto, neste momento, embora sejamos capazes de retirá-los do poder, não há líderes formados em quantidade e na qualidade necessária aos gigantescos desafios do País.

Nas empresas também há a necessidade de fomentar líderes com conhecimento profundo, inteligência autônoma, sabedoria e a moral necessária para conduzir os negócios de maneira limpa e com mentalidade que assegure sua perenidade. E isso significa ter uma agenda para transformar pessoas em novos líderes e prepará-los para ser gerentes cada vez melhores, competentes e com princípios morais inabaláveis.

Há um longuíssimo e árduo trabalho a ser feito.

Vamos fazê-lo!

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