Quando Tite assumiu a seleção brasileira, em sua humildade característica disse que, apesar das vitórias iniciais, todos deveriam se preparar para as derrotas, pois não seria possível ganhar todas as partidas. Após oitos jogos e a classificação para a Copa de 2018, felizmente continuamos somente na fase de preparação para a adversidade.

Afinal, o que mudou na seleção com a chegada de Tite?

Em primeiro lugar, o foco no resultado. Se é verdade que não é possível ganhar todas, também é verdadeiro que o time pode jogar todas as partidas com determinação para ganhar.

Nas empresas, observo que a profusão de temas paralelos ao resultado tira o foco de muitos líderes. Com a atenção dispersa, o gerente e o time não conseguem ter o tempo e a energia necessários para assegurar que os resultados sejam atingidos. Portanto, o gerente deve ser capaz de continuamente relembrar a todos qual é o objetivo. E está na hora de as empresas entenderem que não há agenda disponível para tantos temas que em nada contribuem para ele.

Um segundo ponto que chama a atenção é o tratamento diferenciado que dá a cada profissional. Tite sabe como dirigir-se a cada jogador de modo a se fazer entender e extrair o melhor. Muitos gestores, por não compreenderem que cada indivíduo é único, adotam um discurso de massa e tratam a todos igualmente sem levar em conta suas peculiaridades. Não é raro eu ver líderes falarem alto e com um entusiasmo ideal para pessoas extrovertidas, mas percebidos como excessivos e perturbadores por indivíduos introvertidos.

Por último, o enorme espírito de equipe que ele infundiu na seleção é um grande exemplo de liderança. É motivador observar indivíduos que sabem de seu valor e que ele está a serviço do time. Afinal, é evidente que todos nós queremos vencer em nossas carreiras, entretanto, ninguém pode se considerar vencedor em uma empresa que não atinge resultados. Vitoriosos em companhias falidas são uma das piores expressões de desonestidade.

Somente essas três qualidades, entre as muitas de Tite, nos fazem refletir o quanto de conhecimento, experiência e trabalho duro é necessário para um líder que, embora não entre em campo, seja uma peça fundamental para a vitória.

Assim é nas empresas também. Elas deveriam investir mais na formação de seus líderes. E esses no seu autodesenvolvimento.

Vamos em frente!

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