A mídia veiculou certa vez uma notícia interessante. Informava que jovens criminosos britânicos, após cumprir pena estabelecida pela Justiça, voltavam ao convívio social com nomes diferentes. A troca de identidade era providenciada para que não houvesse discriminação por parte da população e para que os jovens não fossem condenados outra vez pelo preconceito. Enfim, recebiam uma nova chance de acertar o passo e crescer. Parece justo, pois o ser humano tem um senso de julgamento um tanto estreito e dificilmente oferece oportunidade para quem já teve o nome anotado nos registros policiais. Com uma nova identidade, aqueles jovens tinham possibilidade de voltar ao convívio social, encontrar emprego e ter uma vida digna.

Fazendo um paralelo com essa medida adotada pelas autoridades britânicas, os gerentes das empresas, no caso os juízes competentes para absolver ou demitir, deveriam se mostrar mais tolerantes com o desempenho dos subordinados, dando a eles mais chances de acertarem o passo na empresa. Por exemplo: transferir o funcionário para outro setor ou incumbi-lo de tarefas mais apropriadas a suas habilidades. Medidas como essas podem servir de estímulo para renovar a motivação e a confiança do funcionário. O gerente tem a responsabilidade de contratar pessoas competentes, mas também tem a responsabilidade de saber lidar com as diferenças e com as limitações de seus empregados, ajudando e contribuindo na formação da identidade profissional de cada um.

*Sócio-fundador da Alliance Coaching, Alexandre Rangel compartilha histórias e lições de cooperação, liderança e motivação do seu livro O que podemos aprender com os gansos.

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